Gilliard G.Siva - Psicanalista — Curso de Extensão: Psicanálise Contemporânea: O Sujeito, Clínica e Cultura
Curso de Extensão: Psicanálise Contemporânea: O Sujeito, Clínica e Cultura
O Esgotamento do Modelo Clássico
A Quem Este Curso Se Destina?
- Psicólogos e Psicanalistas Em formação ou já formados que sentem o limite dos modelos clássicos diante de seus pacientes atuais.
- Médicos Psiquiatras Interessados em aprofundar a compreensão metapsicológica dos quadros narcísicos e borderline.
Avaliação e Certificado
- Sistema de Avaliação A avaliação é composta por diferentes modalidades de participação acadêmica, distribuídas ao longo dos seis módulos do curso.
- O objetivo não é a memorização de conceitos, mas a demonstração de capacidade de compreender, articular, problematizar e formular hipóteses metapsicológicas.
" Desenvolver uma compreensão teórica, clínica e crítica de configurações contemporâneas de sofrimento psíquico — especialmente aquelas relacionadas ao narcisismo, aos estados-limite, às falhas de simbolização, à dissociação, à compulsão à repetição, às atuações e à violência — articulando diferentes contribuições da tradição psicanalítica contemporânea com rigor metapsicológico e responsabilidade clínica."

Conteúdo Programático
FAÇA ANÁLISE PESSOAL
A formação que transforma carreiras e vidas
Não desista do seu desejo." — Jacques Lacan. O ISPI forma psicanalistas preparados para a prática clínica desde o primeiro módulo. Nossa metodologia integra teoria e supervisão para resultados excepcionais.
*Dados baseados nas turmas formadas entre 2024 e 2025.
Justificativa e Problema Norteador
A clínica psicanalítica contemporânea se depara, com frequência vertiginosa, com configurações de sofrimento psíquico que desafiam modelos centrados exclusivamente na neurose clássica, no recalque (Verdrängung) e na decifração hermenêutica do sentido latente. Emergem no consultório manifestações marcadas por experiências de vazio, desvitalização afetiva, labilidade vincular, angústias arcaicas de aniquilamento, patologias do ato e fraturas severas nos processos de simbolização. Diante dessas afecções, o paradigma hegemônico da psiquiatria biológica e manualizada (DSM/CID) responde por meio da fragmentação descritiva, da medicalização asséptica e da transformação de impasses ético-narrativos em transtornos e déficits neuroquímicos despolitizados. Esse cenário não autoriza a psicanálise a abandonar seu rigor freudiano fundamental, mas convoca com urgência a ampliação de seus recursos metapsicológicos em diálogo crítico com as tradições pós-freudianas e as teorias sociais contemporâneas. No plano da constituição do sujeito, tais impasses remetem às falhas primárias da função de paraexcitação (Reizschutz) e aos descompassos da sustentação ambiental (Freud, Lazzarini & Vianna, D. W. Winnicott), bem como aos furos na malha representacional gerados pelo desinvestimento arcaico característico do complexo da mãe morta (André Green). No plano da cultura, as análises de Christopher Lasch (sobre a cultura do narcisismo, a regressão defensiva ao "mínimo eu" e o déficit semântico nos relacionamentos) e de Joel Birman (sobre a estetização da existência e o imperativo da imagem triunfante) revelam a cumplicidade entre as formas atuais de subjetivação e a corrosão dos laços duradouros. No contexto nacional, como demonstra Christian Dunker em sua psicopatologia do Brasil entre muros, essas dores se condensam na "lógica do condomínio" — onde o muro se erige como barreira de demanda e segregação, e a figura impessoal do "síndico" assume a gestão moral e burocrática do gozo. Nesse sentido, impõe-se a necessidade de resgatar a distinção metapsicológica crucial entre mal-estar (a finitude ontológica do Real e o limite da civilização), sofrimento (a experiência narrativa de apelo e reconhecimento social) e sintoma (a formação de compromisso singular do inconsciente). A formação continuada em psicanálise precisa capacitar os profissionais a lerem a clínica como uma prática social crítica, desfazendo os muros da nosografia redutora e acolhendo a alteridade radical do sujeito em sofrimento. Problema NorteadorComo a Psicanálise pode compreender e manejar clinicamente as configurações limítrofes, narcísicas e de déficit representacional — marcadas pelo vazio, pelas falhas precoces de paraexcitação e pela desvitalização do laço com o Outro —, ampliando seus recursos metapsicológicos para além da oposição neurose-psicose, sem recair na fragmentação classificatória do DSM, e articulando a singularidade do sintoma às patologias do social e aos muros da cultura contemporânea?
Matricule-se AgoraECOSSISTEMA PEDAGÓGICO DE APOIO AO ALUNO
Aulas 100% Ao Vivo com Diálogo Clínico: Transmissão em tempo real aos sábados, permitindo debates teóricos e esclarecimento direto com a docência.
Acesso Prolongado
odas as 24 aulas ficam gravadas em alta resolução e disponíveis por 12 meses na plataforma do aluno. nvio semanal prévio de roteiros de leitura e textos fundamentais digitalizados em PDF (textos primários selecionados de Freud, Green, Ferenczi, Bion, Winnicott, Klein, Lacan e Kernberg).
Rigor Ético e Anonimização
Ambiente seguro e exclusivo para o estudo aprofundado de material clínico, resguardando total sigilo profissional e acadêmico. Comunidade de Egressos: Grupo de trabalho ativo no WhatsApp com tutoria acadêmica e mediação de discussões entre pares.
Perfil do Participante
O curso destina-se a profissionais e pesquisadores com familiaridade com os fundamentos freudianos. Não constitui introdução à Psicanálise. Psicólogos e psicanalistas em formação ou exercício clínico Médicos psiquiatras e profissionais de saúde mental Pesquisadores e pós-graduandos em Psicologia, Psicanálise ou áreas afins Profissionais de saúde mental que buscam aprofundamento teórico-clínico Interessados com formação prévia em fundamentos psicanalíticos
Início: 16 de Janeiro de 2027 · Sábados, 16h
Formato Online pelo GOOGLE MEET: Todas as 24 aulas ficam gravadas em alta resolução e disponíveis por 12 meses na plataforma do aluno.
Acervo Bibliográfico: Textos em PDF e roteiros de leitura orientada enviados com antecedência mínima de 5 dias úteis. Entre 25 e 45 páginas por semana — calibrado para profissionais em exercício clínico.
Grupo Exclusivo da Turma: Canal no WhatsApp gerenciado pela equipe do ISPI para envio de materiais, informes operacionais e mediação acadêmica entre os encontros. Um espaço de trabalho com curadoria ativa. Ambiente ético e seguro, focado exclusivamente na prática clínica e na formação entre pares.
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"Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste" Sigmund Freud
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