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Curso de Extensão: Psicanálise Contemporânea: O Sujeito, Clínica e Cultura

120 horas · 6 meses · 24 encontros ao vivos + atividades acadêmicas orientadas

Este programa de formação resgata a premissa fundamental de que boa clínica é crítica social feita por outros meios. Não se trata de ensinar a classificar entidades mórbidas nosológicas segundo manuais psiquiátricos, mas de recompor a relação indissociável entre linguagem, trabalho e desejo — restituindo ao analista a capacidade de escutar o sujeito contemporâneo em sua singularidade irredutível, para além dos muros da medicalização asséptica.


A psicanálise que atende hoje precisa escutar um sofrimento que nem sempre se organiza como sintoma a ser decifrado: cada vez mais, chegam ao consultório pacientes que não recalcamos, esvaziam; que não conflitam, desvitalizam; e que recebem a interpretação com indiferença, presos ao narcisismo, aos estados-limite e a um vazio que resiste à palavra. Pensado para psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, pesquisadores e demais profissionais de saúde mental que sentem o limite dos modelos clássicos, o nosso curso de extensão em Psicanálise Contemporânea amplia o arsenal teórico para manejar esse sofrimento com rigor freudiano — indo além dele onde a clínica exige. São 120h de formação síncrona e assíncrona, com o professor Gilliard G. Silva, em uma edição exclusiva limitada a 20 alunos, com início em 16 de janeiro de 2027. Se você sente na prática essa necessidade de atualizar sua escuta.

O Esgotamento do Modelo Clássico

  • A contemporaneidade se caracteriza pela hegemonia de uma razão psiquiátrica manualizada — o DSM-5-TR e a CID-11 — que reduz a complexidade do sofrimento humano a categorias diagnósticas operacionalizadas, despolitizadas e biologizadas. Esta redução não é meramente técnica: é uma operação política que silencia a dimensão social, histórica e desejante do mal-estar, transformando-o em transtorno bioquímico passível de farmacologização.

    Para ser tratado de acordo com a medicina moderna, é preciso sofrer de acordo com ela... Uma diagnóstica é fundamentalmente uma resposta ética que podemos criar para dar destino ao que a psicanálise chamou de mal-estar.

    — Christian Dunker, Estrutura e Constituição da Clínica Psicanalítica

    Este programa de extensão universitária se posiciona criticamente frente a esta hegemonia. Não ensina a classificar entidades mórbidas nosológicas. Ensina a recompor a relação indissociável entre linguagem, trabalho e desejo — resgatando a premissa de que boa clínica é crítica social feita por outros meios. O analista contemporâneo é convocado a decifrar a articulação entre as dores íntimas da alma e as estruturas políticas da segregação, restituindo a dignidade da palavra onde imperava a anestesia dos manuais.

    A formação que propomos articula rigorosamente: (1) a metapsicologia freudiana em suas dimensões mais radicais — o desamparo primário, a pulsão de morte, o trabalho do negativo; (2) a crítica cultural contemporânea — a retração narcísica, a estetização da existência, a lógica do condomínio; (3) a clínica dos casos-limite — aqueles sujeitos que não cabem nas categorias clássicas (neurose/psicose) e que exigem recursos metapsicológicos ampliados. Trata-se de uma formação para analistas que desejam trabalhar com a complexidade irredutível do sofrimento contemporâneo.

    Escutar o sujeito no século XXI requer ultrapassar o enclausuramento aséptico do consultório privado. Requer uma ética da escuta desmurada, capaz de reconhecer que o sintoma individual é sempre também um sintoma social, que a angústia privada é sempre também angústia política, que a cura passa pela restituição da capacidade de falar, de desejar e de agir no mundo.

A Quem Este Curso Se Destina?

  • Psicólogos e Psicanalistas Em formação ou já formados que sentem o limite dos modelos clássicos diante de seus pacientes atuais.
  • Médicos Psiquiatras Interessados em aprofundar a compreensão metapsicológica dos quadros narcísicos e borderline.

Avaliação e Certificado

  • Sistema de Avaliação A avaliação é composta por diferentes modalidades de participação acadêmica, distribuídas ao longo dos seis módulos do curso.
  • O objetivo não é a memorização de conceitos, mas a demonstração de capacidade de compreender, articular, problematizar e formular hipóteses metapsicológicas.
ISPI
Prof. Gilliard G.S● Matrículas Abertas
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20 vagas somente
✨ Início Jan/2027
Investimento
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Selo MEC
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" Desenvolver uma compreensão teórica, clínica e crítica de configurações contemporâneas de sofrimento psíquico — especialmente aquelas relacionadas ao narcisismo, aos estados-limite, às falhas de simbolização, à dissociação, à compulsão à repetição, às atuações e à violência — articulando diferentes contribuições da tradição psicanalítica contemporânea com rigor metapsicológico e responsabilidade clínica."

Gilliard G.SilvaPsicanalista Clínico
+200%Realização profissional
06 meses+ Grupo de Supervisões
Selo IPGS

Conteúdo Programático

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50/70 minutos aproximadamente

Um espaço protegido e sigiloso para a sua análise, onde quer que você esteja. Com estabilidade de conexão e plataformas seguras, o enquadre online garante a continuidade do processo terapêutico e a plena confiabilidade do vínculo de trabalho analítico.

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Atendimento com total conforto e segurança na Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Vargem Pequena — Rio de Janeiro.

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Supervisão Clínica

Supervisão Clínica

120 minutos aproximadamente

Um espaço protegido de interlocução teórica e sustentação ética para a prática clínica. A supervisão não se propõe a fornecer respostas pré-moldadas, mas a construir um campo rigoroso de escuta para as impasses do caso, o manejo da transferência e a contratransferência. Um trabalho conjunto voltado à articulação metapsicológica do material clínico e ao fortalecimento da posição analítica do profissional.

R$ 450,00Supervisão para Psicanalistas
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A formação que transforma carreiras e vidas

↑ TAXA DE CONCLUSÃO95%
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Não desista do seu desejo." — Jacques Lacan. O ISPI forma psicanalistas preparados para a prática clínica desde o primeiro módulo. Nossa metodologia integra teoria e supervisão para resultados excepcionais.

*Dados baseados nas turmas formadas entre 2024 e 2025.

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Justificativa e Problema Norteador

A clínica psicanalítica contemporânea se depara, com frequência vertiginosa, com configurações de sofrimento psíquico que desafiam modelos centrados exclusivamente na neurose clássica, no recalque (Verdrängung) e na decifração hermenêutica do sentido latente. Emergem no consultório manifestações marcadas por experiências de vazio, desvitalização afetiva, labilidade vincular, angústias arcaicas de aniquilamento, patologias do ato e fraturas severas nos processos de simbolização. Diante dessas afecções, o paradigma hegemônico da psiquiatria biológica e manualizada (DSM/CID) responde por meio da fragmentação descritiva, da medicalização asséptica e da transformação de impasses ético-narrativos em transtornos e déficits neuroquímicos despolitizados. Esse cenário não autoriza a psicanálise a abandonar seu rigor freudiano fundamental, mas convoca com urgência a ampliação de seus recursos metapsicológicos em diálogo crítico com as tradições pós-freudianas e as teorias sociais contemporâneas. No plano da constituição do sujeito, tais impasses remetem às falhas primárias da função de paraexcitação (Reizschutz) e aos descompassos da sustentação ambiental (Freud, Lazzarini & Vianna, D. W. Winnicott), bem como aos furos na malha representacional gerados pelo desinvestimento arcaico característico do complexo da mãe morta (André Green). No plano da cultura, as análises de Christopher Lasch (sobre a cultura do narcisismo, a regressão defensiva ao "mínimo eu" e o déficit semântico nos relacionamentos) e de Joel Birman (sobre a estetização da existência e o imperativo da imagem triunfante) revelam a cumplicidade entre as formas atuais de subjetivação e a corrosão dos laços duradouros. No contexto nacional, como demonstra Christian Dunker em sua psicopatologia do Brasil entre muros, essas dores se condensam na "lógica do condomínio" — onde o muro se erige como barreira de demanda e segregação, e a figura impessoal do "síndico" assume a gestão moral e burocrática do gozo. Nesse sentido, impõe-se a necessidade de resgatar a distinção metapsicológica crucial entre mal-estar (a finitude ontológica do Real e o limite da civilização), sofrimento (a experiência narrativa de apelo e reconhecimento social) e sintoma (a formação de compromisso singular do inconsciente). A formação continuada em psicanálise precisa capacitar os profissionais a lerem a clínica como uma prática social crítica, desfazendo os muros da nosografia redutora e acolhendo a alteridade radical do sujeito em sofrimento. Problema NorteadorComo a Psicanálise pode compreender e manejar clinicamente as configurações limítrofes, narcísicas e de déficit representacional — marcadas pelo vazio, pelas falhas precoces de paraexcitação e pela desvitalização do laço com o Outro —, ampliando seus recursos metapsicológicos para além da oposição neurose-psicose, sem recair na fragmentação classificatória do DSM, e articulando a singularidade do sintoma às patologias do social e aos muros da cultura contemporânea?

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Aulas 100% Ao Vivo com Diálogo Clínico: Transmissão em tempo real aos sábados, permitindo debates teóricos e esclarecimento direto com a docência.

Acesso Prolongado

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odas as 24 aulas ficam gravadas em alta resolução e disponíveis por 12 meses na plataforma do aluno. nvio semanal prévio de roteiros de leitura e textos fundamentais digitalizados em PDF (textos primários selecionados de Freud, Green, Ferenczi, Bion, Winnicott, Klein, Lacan e Kernberg).

Rigor Ético e Anonimização

Rigor Ético e Anonimização

Ambiente seguro e exclusivo para o estudo aprofundado de material clínico, resguardando total sigilo profissional e acadêmico. Comunidade de Egressos: Grupo de trabalho ativo no WhatsApp com tutoria acadêmica e mediação de discussões entre pares.

Perfil do Participante

Perfil do Participante

O curso destina-se a profissionais e pesquisadores com familiaridade com os fundamentos freudianos. Não constitui introdução à Psicanálise. Psicólogos e psicanalistas em formação ou exercício clínico Médicos psiquiatras e profissionais de saúde mental Pesquisadores e pós-graduandos em Psicologia, Psicanálise ou áreas afins Profissionais de saúde mental que buscam aprofundamento teórico-clínico Interessados com formação prévia em fundamentos psicanalíticos

Início: 16 de Janeiro de 2027 · Sábados, 16h

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Formato Online pelo GOOGLE MEET: Todas as 24 aulas ficam gravadas em alta resolução e disponíveis por 12 meses na plataforma do aluno.

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Acervo Bibliográfico: Textos em PDF e roteiros de leitura orientada enviados com antecedência mínima de 5 dias úteis. Entre 25 e 45 páginas por semana — calibrado para profissionais em exercício clínico.

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Grupo Exclusivo da Turma: Canal no WhatsApp gerenciado pela equipe do ISPI para envio de materiais, informes operacionais e mediação acadêmica entre os encontros. Um espaço de trabalho com curadoria ativa. Ambiente ético e seguro, focado exclusivamente na prática clínica e na formação entre pares.

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Perfil do participante

Desenvolver uma compreensão teórica, clínica e crítica de configurações contemporâneas de sofrimento psíquico — especialmente aquelas relacionadas ao narcisismo, aos estados-limite, às falhas de simbolização, à dissociação, à compulsão à repetição, às atuações e à violência — articulando diferentes contribuições da tradição psicanalítica contemporânea com rigor metapsicológico e responsabilidade clínica.

Aulas 100% Ao Vivo Encontros semanais em tempo real com interação direta, debate clínico e espaço para perguntas. A presença ao vivo potencializa a elaboração coletiva que a leitura solitária não alcança. Acesso às Gravações por 12 Meses Todos os encontros são gravados e disponibilizados em até 48 horas. O acesso ao aplicativo é garantido por 12 meses após a conclusão do curso — para rever quantas vezes quiser. Grupo Exclusivo da Turma Canal no WhatsApp gerenciado pela equipe do ISPI para envio de materiais, informes operacionais e mediação acadêmica entre os encontros. Um espaço de trabalho com curadoria ativa.

O Tripé Psicanalítico: O Alicerce da Formação do Analista A formação em Psicanálise não se limita ao acúmulo de conhecimento teórico; ela exige um processo profundo e contínuo que sustenta a ética e a técnica do profissional. Esse processo é regido pelo que chamamos de Tripé Psicanalítico, um modelo estabelecido por Sigmund Freud e mantido pelas principais instituições psicanalíticas até hoje. Entenda como funciona cada um desses pilares: 1. Análise Pessoal (A Própria Análise) Este é o pilar central e indispensável. Para escutar o inconsciente do outro, o analista deve primeiro ter percorrido os caminhos do seu próprio inconsciente. A análise pessoal permite que o profissional identifique seus próprios pontos cegos, traumas e desejos, evitando que suas questões pessoais interfiram no processo do paciente. Como diz a máxima psicanalítica: "O analista só consegue levar o paciente até onde ele mesmo já chegou". 2. Estudo Teórico (Seminários e Literatura) A Psicanálise possui um corpo teórico vasto e complexo. Este pilar consiste no estudo rigoroso das obras dos grandes teóricos — como Freud, Klein, Winnicott e Lacan — além do diálogo com a filosofia, a arte e a sociologia. O estudo constante fornece ao analista o instrumental técnico e conceitual necessário para compreender as estruturas psíquicas e os fenômenos clínicos que surgem no consultório. 3. Supervisão Clínica A supervisão ocorre quando o analista em formação discute seus casos clínicos com um analista mais experiente (supervisor). É um espaço de orientação técnica e ética, onde o profissional pode revisar sua escuta, validar suas interpretações e manejar a transferência de forma adequada. A supervisão garante a segurança do atendimento e o aprimoramento constante do manejo clínico. Por que o Tripé é fundamental? A ausência de qualquer um desses pilares compromete a prática clínica. Sem a teoria, a prática é cega; sem a análise pessoal, a prática é perigosa; e sem a supervisão, a prática é isolada. É o equilíbrio entre esses três eixos que garante uma atuação profissional ética e a verdadeira transmissão da Psicanálise.

Sim, com certeza. O objetivo central da nossa formação é preparar você para a prática clínica. Ao finalizar o curso, você receberá o seu certificado e estará plenamente apto a atuar como psicanalista clínico em todo o território nacional, em conformidade com as leis vigentes no Brasil. No entanto, a verdadeira excelência na clínica não se resume a um diploma. Para se tornar um analista seguro e ético, é indispensável vivenciar o tripé fundamental da Psicanálise: o estudo teórico profundo, a supervisão de casos clínicos e a análise pessoal. No ISPI, nós estruturamos nossa formação para garantir que você tenha acesso completo a esses três pilares. Além disso, sabemos que o inconsciente é um campo vasto e a escuta clínica exige um compromisso de vida. Por isso, a psicanálise pressupõe um percurso de estudo continuado. O ISPI não apenas abre as portas para o início da sua nova profissão, mas permanece ao seu lado, oferecendo grupos de estudo, especializações e suporte contínuo para que a sua caminhada na clínica seja sempre sólida, atualizada e ética.

Uma formação construída para a clínica contemporânea Longe de propor o acúmulo enciclopédico de teorias, esta formação visa ao desenvolvimento de uma posição clínica sólida, sustentada pelo rigor conceitual e pela leitura crítica das complexidades atuais. Ao longo do percurso, o analista aprende a conceituar e articular diferentes escolas metapsicológicas sem apagar suas divergências, afiando a escuta para reconhecer manifestações de conflito, déficit, vazio e desorganização. A partir desse domínio teórico e técnico, o profissional capacita-se a formular hipóteses precisas sobre o funcionamento psíquico — sem reduzir o paciente a rótulos diagnósticos —, aprimorar o manejo do enquadre, sustentar uma argumentação consistente com base em fontes primárias e integrar a psicanálise aos debates culturais contemporâneos com honestidade intelectual e rigor metodológico.

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"Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste" Sigmund Freud

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